segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vamos mudar esse mundo?!


Há tempos não escrevo. E desta vez, sequer de falta de tempo, posso reclamar.

Fatos não faltam para relatar. Assuntos não param de surgir.. Mas não sinto vontade. Aliás, vontade eu tenho, porém algo me impede. As palavras parecem não desenrolarem, os verbos não se conjugam e a concordância já não me lembro mais.

Poderia falar da corrida eleitoral. De Serra versus Dilma, no entanto não me agrada a ideia de relatar ou opinar a beira de assunto de rivalidades, picuinhas, quando, na conclusão, corro o risco de chegar na frase “é tudo farinha do mesmo saco.”

Também seria interessante comentar o casamento gay, liberado recentemente na Argentina. Mas, convenhamos, quem somos nós para decidir com as pessoa devem ficar? Com certeza, cairia na demagogia de “o importante é ser feliz.”

Queria qualquer dia, escrever algumas linhas sobre pedofilia. Porém me perdoem os leitores, mas tais adultos envolvidos nesta situação, não merecem sequer um rabisco a seu respeito.

Penso até em entrar na moda e falar de futebol. Mas a derrota na Copa é tão recente que o drama de uma brasileira decepcionada, contaminaria o texto.

Sem saber do que falar, poderia ser redundante e escrever umas linhas sobre nossa saúde pública e o ensino dessas nossas crianças. Mas eu me pergunto, será que nossas autoridades ainda não perceberam o caos em que se encontram estes outros setores de nossa sociedade? Ou será que eu preciso repetir a mesma ladainha?

Sabe gente, as vezes eu canso. Canso de falar que temos que abrir os olhos. Também me deixa exausta ter que repetir a importância de se votar conscientemente. Fico cansada ao reclamar sobre os meus direitos. Da mesma forma que me deixa sem forças ter que falar novamente: Vamos mudar esse mundo?!

domingo, 18 de julho de 2010

Personagens da História: Moraes Salles

A Avenida Moraes Salles é uma das princiais aqui em Campinas. É só pegar a Moraes Salles. Fica próximo a Moraes Salles. É só dizer isso, que todo mundo conhece!

Mas, quem foi Moraes Salles? No "Personagens da História" de Flávio Botelho, a gente descobre:

Reportagem: Flávio Botelho
Imagens: Danilo Braga
Sonorização: Paulo Girardi
Edição de vídeo: Gláucia Franchini


Personagens da História: Luis Otávio Burnier

Você sabe quem foi Luis Otávio Burnier?

Flávio Botelho conta detalhes da vida deste grande artista!

Reportagem: Flávio Botelho
Imagens: Danilo Braga
Gravações: Robson Bolsoni
Sonorização: Paulo Girardi
Edição de vídeo: Gláucia Franchini


Personagens da História: Thomaz Alves

Você já passou na rua Thomaz Alves? Se for campineiro, provavelmente sim...
Mas, quem foi esse tal de Thomas?

Flávio Botelho conta pra gente!

No dia 23 de abril deste ano, Flávio Botelho, jornalista da Rádio CBN Campinas apresentou em seu quadro "Personagens da História", o médico Thomaz Alves.

Dr. Thomaz Alves era carioca, mas em Campinas se dedicou a profissão. O médico esteve presente na endemia de febre amarela aqui na cidade de Campinas.

O doutor teve forte influência social e política no município.
Um de seus maiores feito foi a Fundação da Maternidade de Campinas, como uma ação de preocupação da alta mortalidade materna.


Reportagem: Flávio Botelho
Imagens: Danilo Braga
Sonorização: Paulo Girardi
Edição de Vídeo: Gláucia Franchini


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Câmara de SP poderá multar em até 12 mil reais quem jogar lixo nas ruas


Esse mundo é engraçado.
Todo mundo sabe o que é certo e insiste em fazer o errado.
Todos nós sabemos o que faz bem, mas as vezes tentamos nos divertir com aquilo que faz mal.
Eu sinceramente não entendo as pessoas. Nem elas, nem eu.
Sabemos que muita gente sofre, mas raramente reservamos um tempo para ajudá-las.
A gente sabe que o Meio Ambiente padece, mas numa ignorância extrema, nada fazemos para amenizar a situação.
Há tempos, dizem que “quem não ajuda, também não deveria atrapalhar.”
Mas o que adianta dizer, se na prática, atrapalhamos a nós mesmo, somos nós os culpados. Culpados por termos no poder aqueles que temos. Também somos nós os responsáveis por nossa casa. Não a de tijolos, mas esta que nos envolta. Nela, cimentamos onde havia verde; secamos no lugar que minava água e sujamos os espaços mais puros.

Já ouvi dizer que o problema não é o mundo, mas sim o moradores deste planeta. O que me conforta é que além de sermos o problema, também somos nós a solução.

O tempo não retrocede. O que perdemos, ficou no passado. Agora, só nos resta pensar no futuro e esse só depende de nossas ações presentes.

A Câmara de São Paulo aprovou o projeto que prevê multa de até 12 mil reais para quem jogar lixo nas ruas. Tento não acreditar que tal lei seja necessária. Eu tento supor que ninguém seja tão insensível para tanto. Jogar lixo nas vias é elucidar nossa situação de problema e recuar do estado de solução.


Veja o link: http://www.portalcbncampinas.com.br/noticias_interna.php?id=30985

Saúde: Por que tem que ser assim

Cabelos brancos, rugas, sobre quais, caiam lágrimas. Fraca, sensível. Doente. Há um longo tempo sentada. Sem atendimento.
Vermelhidão. Coceira. A pele repleta de bolinhas. O desespero que as alergias proporcionam. Era um senhor, magro e cansado. Não de sono, mas de tanto esperar.
No ventre uma vida. As dores da alegria. Mas que necessitam de cuidado. O difícil é tê-lo. Nove meses de espera. Horas para ser atendida.
O pequeno também sofre. Na fila, aguarda. No colo materno chora. No entanto, carece. Uma carência de socorro.

É isso o que vemos nos prontos socorros públicos. Vi sem querer enxergar. Senti, sem querer sofrer. Doeu sem que eu pudesse evitar,

Questionei Deus: Por que tanto sofrimento? Qual o motivo de tanta desigualdade?
Arrependi-me. A culpa não é Dele.
Culpa de quem?
Nossa.
De todos nós.

Culpo-me por não ter feito uma boa escolha. Ajudei a colocar no poder, insensíveis políticos.

Uma insensibilidade que me espanta e me causa repugnância.

Será que nem nessa hora, o coração de nossos nobres poderosos não bate? Não ressoa um pouquinho mais forte? Será que o poder é tanto, que são incapazes de exercer humildade? É incrível a incapacidade da alteridade...

Podia ser comigo. Podia ser com você.

Podia ser com nossos representantes. Mas estes, com tanta impunidade, sentem-se ilesos. Por sorte, não dependem do sistema público de saúde. O azar é o nosso. Sempre nosso.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Breves Reflexões - Política


O ano é de eleição. O clima é eleitoral. As urnas se aquecem e o eleitor tem o futuro, na pontinha dos dedos.
A cada dois anos repetimos a mesma ladainha. Temos que votar consciente, dada nossa responsabilidade como cidadãos.
Todos nós sabemos disso, mas de saber à fazer existe um longo e instável caminho a ser trilhado.
Vota-se porque se tem obrigação; elege-se por falta de opção.
Político nesta sociedade virou sinônimo de corrupto. Eleitor pode ser sinonimizado como esquecido.
E é por isso que dá certo. O político só se mantém político devido a nós cidadãos.
Falar de corrução é fácil. Criticar então, é “papinha”. Mas ninguém faz. Ninguém se movimenta.

Serra, Dilma e Marina. Quem vamos escolher? O petista fica com a senhora, o tucano vai com o experiente e os preocupados com as causas ambientais opta pela guerreira. Mas, o que de diferente eles vão fazer?
Não importa, azul, vermelho e verde. Temos que escolher uma bandeira. Não valem boas intenções, tampouco boas ideias, o importante são as coligações, quem tem mais tempo na TV.

Sinto falta de algo... Mas não sei a causa desta escassez.
Não sei se a política é, ou tornou-se assim. Não sei se o poder corrompe, ou fomos nós que o tornamos-o pretexto para o corrompido.
Não sei se a culpa é da política ou a falta dela. Não sei se o problema é partidário ou ideológico. Porém receio e temo que os errados sejamos nós.

sábado, 19 de junho de 2010

Como já dizia Saramago...


Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.”

José Saramago expressa em uma frase aquilo que sinto desde quando nasci.

Sinto que pessoas tem aço e pedras, no lugar do coração. Pena, sinto destas. Mais infelicidade sinto, ao pensar que o ferro não se funde só com calor humano.


Não lhes desejo bom proveito, pois nada podem aproveitar, embora Saramago sai-se bem na ironia. A frieza é algo que me causa repugnância. Pra quer viver, se onde deveria pulsar, simplesmente bate? Bate forte. Bate sem dó.


Identifico-me com Saramago, pois como o dele, também fizeram meu coração de carne e hoje mesmo ele já sagrou. Sangrou quando vi um senhor simples, humilde e necessitado.

Ele foi falar comigo, logo de manhãzinha. Apresentou-se como cantor e pediu-me ajuda.

O coração sangra numa hora como esta. A incompreensão me ronda. Perguntamo-me o porque de tantas pessoas sofrerem, não terem condições de uma vida digna.

Nesta hora também me questiono e me revolto. Por que o poder esta nas mãos daqueles que não tem o coração de carne, que envolta-se no ferro?


Sinto-me tão atada, que a carne dentro mim, nada faz a não ser sangrar. O senhor que me comoveu, também emocionou-me, quando, cantou pra mim, uma música de sua composição. A letra era sobre o anjo da guarda e a esperança irradiava naquela canção.

O senhor precisava de ajuda, mas culpo-me e guardo comigo o ressentimento de não poder ter ajudado-o.


O sábio Saramago dizia que não precisamos ter pressa, mas sugeria que não perdêssemos tempo. Vamos manter calma, enquanto pensamos e também agimos. O mundo pode ser melhor, é só saber usar nosso tempo.


Saramago não foi apressado, só depois 50 anos se dedicou a literatura. Não teve pressa, mas soube como ninguém aproveitar o tempo. Depois da meia idade, fez sucesso com seus livros, emocionou, contrariou e presenteou as pessoas com suas palavras, embora, como o próprio já dizia, há coisas que as palavras não conseguem expressar.


Conforto-me pelo fato de que o ferro exposto a alta temperatura se fundi. Não vamos ter pressa, mas vamos seguir o exemplo de Saramago.

Vamos amar e sentir. Vamos tocar e acariciar. Vamos ter um tempo para gente e também aqueles que nos amam , pelos quais elucidamos a reciprocidade.


Saramago não se foi. Saramago continua em nossos sentimentos, em nossas conversas, na lembrança daquele bom livro, na recordação de um “grande cara”.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Voltando a ser brasileiro...


Hoje me falaram, que enquanto a gente torce pelo Brasil e se “empeteca” com as cores verde e amarela, muitos padecem, alguns choram, outros se quer têm água pra o brinde.

Pensei nessa hipótese e infelizmente ela não comete equívoco.

Também me falaram que a Copa do Mundo desperta um “falso patriotismo”, pois só com a Campeonato Mundial lembramos de nossa bandeira e gritamos lá do fundo do peito: BRASIL!

Aqui também temos outro posicionamento correto. Uma outra infelicidade.


No entanto, a grande dificuldade do homem é enxergar e assumir o lado bom das coisas. Não vamos desprezar os momentos bons, os sorrisos que nos aparecem, mesmo que timidamente.


Não pode-se negar a união que o mundial nos proporciona. Vamos todos, juntos, na mesma moda, no mesmo estilo, ao mesmo som, com igual grito: É HEXA! Somos também solidários, unidos pela garra, a vontade de vencer. Vibramos juntos a cada gol e choramos também, em união, a cada derrota.

Não creio na falsidade do clima de Copa do Mundo, mas sim acredito que apenas de quatro em quatro anos, nós brasileiros voltamos a ser brasileiros, retornando a nossa origem, resgatando nossas qualidades. Voltamos a ser aquele povo que vibra, torce, reza, aposta e sofre, sempre unidos e na ânsia de alcançar um mesmo objetivo!