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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Coisas da minha cabeça

Nem sempre o choro expressa tristeza. Ás vezes, é o desespero de estar de frente com algo novo. Novo que pode ser bom.

O sono não é cansaço mental ou físco. É uma necessidade biológica, que muitos traduzem na fadiga - o estresse de estar sempre acelerado demais.

A falta dele, pode ser o receio de não dar tempo de fazer tudo que se quer. E então, nem se dorme.



Ação, todos sabem, não vem do consciente.

O problema talvez seja, que poucos saibam traduzir o inconsciente.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Segunda, terça, mas não posso falar da quarta.

Medo por ser desconhecido.
Insegurança por ninguém ter estado lá - ainda.
Dúvida pois sequer se sabe se está perto ou longe.
Frustração sabendo que tudo pode mudar.
Desespero já que assim passa, já pode estar nele.
Inquietação dada tanta ansiedade.
Receio de chegar lá pior do que quando estava no meio do caminho.

Assombra.
Tira o sono.
Sai do controle.

É o futuro...

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa

Sempre fui nas missas que antecedem a Páscoa.
Li a Bíblia para compreender o significado desta data.
A tristeza de antes, a alegria do Domingo.
As celebrações, a beleza da Igreja, a fé do cristão.
Este ano, não fui a missa: nem a de lava-pés, dos ramos, tampouco na via sacra da sexta-feira Santa.
Senti que fiz mais. Visitei quem precisava de uma visita, acompanhando um outro alguém que tinha muita vontade de visitar.
Jesus Cristo está onde mais de uma pessoa estiver.
Isso basta para senti-lo.


Estive. Ele também.

sábado, 7 de abril de 2012

Renovação

A ideia é pensar no novo: Vida nova, como se bastaria a novidade para ser melhor.
Só queria pedir para que todos se lembre dos velhos - sem nenhuma pejoração nesta palavra.
O velho ensina. Ele só, já aprendeu.
Renovar com os valores antigos, que os mais jovens perderam.
Olhar pros olhos deles.
Decifrar aquele tempo. Famílias grandes que vieram, fugindo da guerra na Europa, buscando uma vida melhor.
Do ciclo café, da adaptação da terra depois.
Tem gente já quase centenária. Em minutos aprendemos tanto, imagine o tanto de minutos eles não tiveram pra compreender?

Aprendi com quem sabe.
Sabe pelos livros - pela vida!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

No hospital

Quem precisava de ajuda, se colocou a minha disposição.
Aquele que não podia se sustentar de pé, se preocupou em me dar um lugar para sentar.
O que tinha motivos para lágrimas, sorria.
Os que tinham diagnóstico de que o tempo seria curto: não tinham pressa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seríamos...


Porque em silêncio, eles pedem.
Internamente, gritam.
Nos chamam, a nos olhar.
Precisam, mas talvez tenham orgulho - Vergonha.

O silêncio não se ouve.
Apenas o externo é visível - infelizmente.
Olhares que se desviam.
Pode-se ajudar, no entanto intimida-se - e não é intencional.

As pessoas simplesmente se completam.

Só não compreenderam isto - ainda.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Páscoa para 45

Disseram que 50 crianças, vão ficar sem o ovo.
Com arrecadação, só tem chocolate pra 45 crianças.

Um custa 18,90 - eles merecem assim. Vezes as 95, falta 945 reais para o coelhinho visitar todos.
Uma quantia que gasta-se num dia de shopping.
Desaparece num almoço refinado com a família.
Não dá nem pra passagem.
É uma mísera porcentagem do reajuste que alguns votam.

Mas, faria 50 crianças felizes.

terça-feira, 27 de março de 2012

Quantos problemas, não?

As pessoas estão com muitos problemas.
Problemas que as próprias criam.
E ainda os que arrumam pra elas.

Vítimas das dificuldades.
Dificuldades que têm como vilões os próprios que sofrem.
Sofremos...

Criados, arrumados e encontrados.
Raramente resolvidos.
Por que?
Demora...

Espera-se.
Enquanto espera, sofre.
Uma espera que não se dá parada.
É enfrentando, lutando!
Muitos desistem.

terça-feira, 20 de março de 2012

Então diga...


Amar: o mais belo dos sentimentos.
Democrático, já que todos podem senti-lo.
Justo, pois qualquer um pode ser amado - uns mais que outros, é certo.
Não escolhe a hora, o lugar, tampouco a pessoa. Sequer precisa de motivo.
O amor...

Maior que a dor de amar é o incômodo de expressar que está amando.
Ama-se e não tenho coragem de revelar.
E é recíproco. O outro também pode ter receio de manifestar afeto.

Não falo dos "lances" de hoje em dia, da paquera jovial. Destaco o amor. O amor...
Não gostar de alguém é um direito.
Dizer "Eu te amo" um desafio.

Olhe!

Não adianta entender o que digo.
O que falo não necessariamnete é o que queria dizer.
Nem sempre é o que penso - e não, não é dissimulação.
Há vezes em que as palavras são insuficientes. Algumas outras não consigo transcrever. Outras, é melhor não falar. - Não pode;

Sabe, meu olhar diz muito mais.
Se olhassemos os dos outros viríamos que com eles também é assim.


Alegrei-me. Alguém olhou nos meus. Percebeu. Não ligou para o que eu disse. Simplesmente se atentou a dilatação da pupila. A contração, quando se dá.

sábado, 17 de março de 2012

Se não fossem eles, nem saberíamos...

Olhos vidrados.
Pra que piscar?
Dirigiam-nos perguntas, questionamentos contextualizados.
Eufóricos uns respondiam. Em dúvida, outros se calavam.
Todos na espera do desfecho, que professor daria.

Uma aula onde os alunos foram incentivados a participar.
Unânimes atenderam ao convite.
Ninguém queria ir embora.
A angústia era: precisamos de mais tempo!
Aquele mestre tem muito a nos falar.

Intrigou, instigou. Com desafios, exemplos, histórias e propriedade.
Uma aula. A aula.
Sempre fui e continuarei sendo admiradora destes profissionais. Grata aos professores.

E o que vejo?
Professores de braços cruzados - porque algo está errado.
Desrespeito dentro de sala de aula - por conta da falta de valores dessa sociedade.

É uma pena ser logo com eles. Eles que tantam fazem por nós, desde lá no pré.
A gente aprende - quando aprende. Mas esquece de quem nos ensinou.
Sinto por eles. Sinto por mim - preciso deles.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sozinha e vice-versa


Sozinha, enquanto todos andavam juntos.
Os outros falvam, contavam, riam. Uns para os outros. Ninguém para ela.
Jovens no intervalo da faculdade. A professora de cabelos brancos só tinha voz dentro de sala - pelo menos só lá lhe davam atenção, ou fingiam que davam.
Cada um em seu grupo, tribo, segmento. Ela só. Sozinha com vontade de estar junto.
Não estava excluída, mas passava despercebida.

Não se intimidou. Tampouco se deteve ou se escondeu.
Entrava nas conversar. Puxava assunto. Interagia com qualquer grupo de mais de duas pessoas.
Falou do movimento na Universidade, do calor, das estrelas.
Sorria para desconhecidos. A reação de quem não a conhecia era de estranheza e surpresa.
A senhora agia naturalemente.

Somos apenas dentro de nosso espaço, com nossas pessoas. Somos fechados: Sozinhos estando com gente.
Não vemos ao redor. Perdemos a oportunidade de encontrar pessoas diferentes, conversas sobre novos assuntos, ideias diversificadas.

Sozinha, ela fez de tudo para estar com todos.
E esteve.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Na rua


Alguém passa e te fita.
Você retribui.
Mas ele passa...
Outro alguem passa e nem te olha.
Ninguém passa e te cumprimenta.

Carros também passam. Correm.
Você caminha.
Numa multidão está sozinho.
Junto de tanta gente que desconhece.

Passa por onde muitos já passaram. Muitos vão passar.


Nada fica...
Seguindo o ritmo da rua, tudo passa.

sábado, 10 de março de 2012

Um medo recíproco

Desde pequenos, a gente se comporta pra não ficar de castigo e estuda pra evitar a recuperação.
As normas são seguidas pra evitar ser demitido. Evita-se conversas, pois têm potencial para virar árduas discussões.
Vive-se perante a intimidação...

Não cumprimentamos o jovem vizinho por ele ser usuário de drogas. Desconfiamos do outro por parecer psicopata e nos olhar fixo demais.
Ignoramos o porteiro porque sequer sabemos de onde ele veio. Sequer vemos a faxineira do prédio.
Não damos esmolas por receio.
Os vidros estão sempre fechados.
A visita só entra em casa depois de atravessar vários portões.
Até o barulho provocado pelo vento nos assusta.

Desconfiamos até, daqueles que que mais amamos - afinal, até eles nos decepcionam, nos traem.
Não é da sombra que nasce a desconfiança. É de nosso corpo, de nossa própria mente. Nós mesmos não nos conhecemos em determinadas situações. A gente não se reconhece mais.

Os olhares evitam fitar outros olhos.
As mãos não se tocam - corre-se o risco de se agredirem.
É gente com medo de gente...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pro Dia da Mulher

A fragilidade é o que dá valor a taça de cristal.
A lágrima é o que torna o momento emocionante.
É a delicadeza da rosa que permite que ela exale o perfume.
São com palavras doces que os momentos se eternizam.

É a emoção feminina que consegue dissolver a racionalidade do mundo.
Não é estar em altos cargos. É poder dar a luz a alguém.
Não é por igualdade. Não é o espaço do homem. Não é competir com eles.
Quer-se poder ser mulher.

Obs: Foram poucas as palavras neste post, pois muito já se falou do sexo feminino. Inspiração dos compositores e poetas.
O seio da família. O colo dos filhos. A sensibilidade que faltava. Falar de si é muito complicado. Quando se é mulher é ainda mais complexo. - Eu simplesmente diria: Parabéns, mulher! - O desafio é grande.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O amor, segundo Gikovate


Tive a oportunidade de conversar e o ouvir as sábias análises do Dr. Flávio Gikovate.
Cada palavra veio na hora certa. Para a pessoa certa. E do jeito certo.
Foram "tapas na cara" sem dor.
Acordou-me, mas eu não estava dormindo.
Falou de amor com quem se quer sabe o que significa.
Não sabe, no entanto tinha certeza que sabia. Amar é respeitar a individualidade de cada um! Porém são tantas emoções contrárias a tal ideia: O ciúme, a possessividade, egoísmo.
É comum ouvir de um casal: "Somos um". É o grande erro dos enamorados. Ceder é difícil. Ainda mais complicado é respeitar que somos diferentes.
A gente sabe que os opostos se atraem. Todovia, não compreendemos os extremos de cada um. Apaixonar-se por alguém interessante é abrir mão de um tanto de outras pessoas tão interessantes quanto - ou até mais.
Escolher é sempre difícil. E talvez o problema - assim penso eu - é que hoje as escolhas não são definitivas. Nós podemos errar. Errar de novo e insistir no erro. Um sequência de sofrimento próprio e dos envolvidos.
A gente erra por não aprender com erro. Sem aprendizagem nunca vamos encontrar o certo.
Gikovate falou das pessoas que casam duas, três, quatro, cinco... vezes! Ele acredita que há dois perfis neste caso: 1) A pessoa sempre casa com mesmo tipo de pessoa e por isso o fim é sempre o mesmo: sepração. 2) Ela gosta mesmo de trocar.
O primeiro deve ter mais jeito. É só alguém falar pra ele - mas hoje em dia alguém ainda ouve o outro alguém?

E as solteiras - como eu. Umas desemperadas - vai chegando a idade... A grande pergunta é por que está tão difícil um relacionamento sério. - principalmente para as mulheres.
O psiquiatra mais uma vez nos traz a realidade. O número de homens e mulheres interessantes não é compatível. Nas universidades de 100, 60 são mulheres e 40 homens. E ai, o que fazemos com as 20 mulheres que sobram? - 20 na melhor das hipóteses, bem lembrou uma moça da plateia, já que há ainda os homossexuais.
Essa é a lógica. Uma lógica que também entra no capitalismo. 40 homens disputados por 60 mulheres. Lei da demanda e da procura.
Mulheres que sonham casar... Homens que sempre adiam.
Na briga, vence as que não pressionam. Vence o compromisso descompromissado: "Vamos ver no que vai dar".
Não é nada democrático. É a minoria que comanda, simplesmente por que estar sozinho para muitos é insustentável - muitos autores, inclusive, reforçarm essa ideia. Gikovate vai contrário a tudo isso. É prático, não dá conselhos.
Abre os olhos.
Não é otimista, apenas apresenta a realidade.
O otimismo depende da gente. A interpretação é para nós.

Sofrer num amor, ou ser feliz na individualidade? Pra ele podemos viver sozinhos. Sozinhos mesmo estando juntos - um belo segredo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mudança


Um dia você solta a mão.
No outro tira as rodinhas.
Você segue o caminho que alguém trilha.
Até que você encontra o seu.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tudo no nada

Escrever é registrar.
Não posso. Ainda não compreendi o que está acontecendo.
Eu não explico porque ainda não entendi.
Talvez, sequer aceitei.
Vai ver, era o que queria ou o que precisava.
Mudou e eu mudei.
Rápido demais para qualquer adaptação.
Errei. Mas, o problema não é errar. Só o é quando o erro vem daquele que todos julgavam que acertaria.

Eu queria que tudo fosse apenas o suficiente.
Que o suficiente fosse simplesmente tudo.

Paquera


Eu já fui convidada pra um "encontro" e levei uma amiga.
Quando fui sozinha, já falei sem parar, temendo silêncio. Medo dos olhos falarem e a boca ceder.
Houve vezes que marquei e me arrependi. Mesmo assim fui: "como amigos".
Aliás, já evitei relacionamentos mais profundos pra "não estragar amizade" (isso é muito demagógico).
Teve caso que "estimulei" o convite: "Queria assistir tal filme" (geralmente eles caem).
Já inventei desculpas pra não ir, da mesma forma que desmarquei compromissos pra estar presente.

Confesso que já não me reconheci perante um potencial amor.
Também já vi tarde demais tais potencialidades.
Gostei de quem não devia e quem merecia, sequer reparei.

Eu já tentei fugir. Nem sempre com êxito.
Procurar, eu já o fiz. Achei, mas depois percebia que não sabia o que procurava.

Idealizei e me frustrei.
Nunca imaginei e me surpreendi.

Vai ver nunca me apaixonei.
Vai ver todos foram paixões.

Quem sabe o que amar?
Quem sabe o que amor?
Sabem o que é ser amado?
Quem sabe?