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terça-feira, 17 de abril de 2012

Inesperado (?)

Mais um trecho da experiência que está sendo, a aventura de se escrever um livro.

"Culpa de não ter ajudado. Aliás, sequer visto. Foi muito rápido.
Rápido, como muitos dizem que a vida passa.
Sem tempo para mais nada, quando a morte já se anuncia.
Antes, ela estava bem. Aliás, mais do que se é esperado para quem acredita que um diagnóstico de câncer, nada mais é, que o irreversível."

quinta-feira, 5 de abril de 2012

No hospital

Quem precisava de ajuda, se colocou a minha disposição.
Aquele que não podia se sustentar de pé, se preocupou em me dar um lugar para sentar.
O que tinha motivos para lágrimas, sorria.
Os que tinham diagnóstico de que o tempo seria curto: não tinham pressa.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Morte

Na enfermaria clínica - onde o que resta fazer é dar conforto. Aliviar a dor.

Ouvi a palavra "trash" sair da boca do doutor.
A enfermeira falou de um futuro que se resumiria em "poucos dias".
O acompanhante revelou que o quadro clínico pode ser "nojento".

Sensíveis.
Humanos e conscientes.

sexta-feira, 9 de março de 2012

No mesmo hospital...


Vi recém-nascidos saindo...
No colo, em cestinhas. Meninas de cor de rosa e lilás. Garotinhos de verde e azul.
Mães felizes, pais orgulhosos. Uma vida!

No mesmo corredor tinha macas. Sobre elas, gente. Gente com dor. Gente de idade. Gente esperando.
Estavam vivendo... Morrendo...

Ao lado a capela. Nela, uma mulher segurava terço. Dos olhos, as lágrimas.
Um ombro a confortava.
Uma morte...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Graziele e Gabriela

Num dia feliz, com momento de profunda tristeza.
Com as pessoas mais importantes, que perderam a de maior importância.
O sorriso no rosto, logo o choro nos olhos.

Foram chamadas por Ele.
Anjos que faziam falta no céu. E que agora, fazem na Terra.

Se existem culpados?
Já não adianta.
Quer-se Justiça?
O que se quer já é irreversível.

Graziela: Pais sem a filha.
Filho que se protege atrás dos pais.

Gabriela: Fatalidade.
Pais que fariam de tudo pra evitar o inevitável.

Elas foram e eles ficaram.

O socorro foi tarde?
Não.
Aquela era a hora. A hora delas.


Permitam-me um desabafo:
Esses dias fiquei bem envolvida nos casos das meninas, tanto de Bertioga como a do Hopi Hari. Foi um envolvimento bem jornalístico sabe? Mas, enquanto "pessoa" precisava expor meus sentimentos às famílias, acho que todos ficamo sem palavras nesses casos. Confesso, que além da tristeza me vem uma certa revolta, talvez com ninguém, talvez com todo mundo.
Eu me chateio as vezes com a indiferença das pessoas e é sobre as pessoas que queria deixar umas palavrinhas, já que nem todos são como a gente esperava:
"Tive simplesmente saudades da minha ideia de si" (Fernando Pessoa).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quem não quis ser a moça do Wando


Pensei na mistura: luz, raio, estrela e luar.
Vislumbrei uma linda noite, que não seria nada, se não houvesse a contradição.
Raio que vem com a chuva, pedidndo espaço para as estrelas.
Contradição: a grande característica do amor.

Depois, vem a manhã de sol. Que acaba com as tormentas do contraditório.
Tormentas: a única certeza de um grande romance.

E quando se percebe o nunca e o não, traduz a negação de quem tem medo de amar, mas depois que se permite, faz de tudo para ser pra sempre.

O beijo é na boca e lugar no importa. Pode sim, ser no chão.
Escancara a pressa. A vontade de estar junto.

A calcinha é sensualidade,que não perdia o romantismo nas mãos de Wando, que vinha sempre com uma rosa. Vermelha, embalada por suas serestas. É o fogo e a paixão.

Cantor, artista e o amante das mulheres. Assim foi Wando. Assim serálembrado, embora não se resuma ao "iaia, ioio".

Gostei, achei válida e enriquecedora a homenagem prestada no Senado. Suplicy foi feliz em sua colocação:

Senadores homenageiam Wando e exaltam sua postura política