Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de março de 2012

Então diga...


Amar: o mais belo dos sentimentos.
Democrático, já que todos podem senti-lo.
Justo, pois qualquer um pode ser amado - uns mais que outros, é certo.
Não escolhe a hora, o lugar, tampouco a pessoa. Sequer precisa de motivo.
O amor...

Maior que a dor de amar é o incômodo de expressar que está amando.
Ama-se e não tenho coragem de revelar.
E é recíproco. O outro também pode ter receio de manifestar afeto.

Não falo dos "lances" de hoje em dia, da paquera jovial. Destaco o amor. O amor...
Não gostar de alguém é um direito.
Dizer "Eu te amo" um desafio.

sábado, 10 de março de 2012

Um medo recíproco

Desde pequenos, a gente se comporta pra não ficar de castigo e estuda pra evitar a recuperação.
As normas são seguidas pra evitar ser demitido. Evita-se conversas, pois têm potencial para virar árduas discussões.
Vive-se perante a intimidação...

Não cumprimentamos o jovem vizinho por ele ser usuário de drogas. Desconfiamos do outro por parecer psicopata e nos olhar fixo demais.
Ignoramos o porteiro porque sequer sabemos de onde ele veio. Sequer vemos a faxineira do prédio.
Não damos esmolas por receio.
Os vidros estão sempre fechados.
A visita só entra em casa depois de atravessar vários portões.
Até o barulho provocado pelo vento nos assusta.

Desconfiamos até, daqueles que que mais amamos - afinal, até eles nos decepcionam, nos traem.
Não é da sombra que nasce a desconfiança. É de nosso corpo, de nossa própria mente. Nós mesmos não nos conhecemos em determinadas situações. A gente não se reconhece mais.

Os olhares evitam fitar outros olhos.
As mãos não se tocam - corre-se o risco de se agredirem.
É gente com medo de gente...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Paquera


Eu já fui convidada pra um "encontro" e levei uma amiga.
Quando fui sozinha, já falei sem parar, temendo silêncio. Medo dos olhos falarem e a boca ceder.
Houve vezes que marquei e me arrependi. Mesmo assim fui: "como amigos".
Aliás, já evitei relacionamentos mais profundos pra "não estragar amizade" (isso é muito demagógico).
Teve caso que "estimulei" o convite: "Queria assistir tal filme" (geralmente eles caem).
Já inventei desculpas pra não ir, da mesma forma que desmarquei compromissos pra estar presente.

Confesso que já não me reconheci perante um potencial amor.
Também já vi tarde demais tais potencialidades.
Gostei de quem não devia e quem merecia, sequer reparei.

Eu já tentei fugir. Nem sempre com êxito.
Procurar, eu já o fiz. Achei, mas depois percebia que não sabia o que procurava.

Idealizei e me frustrei.
Nunca imaginei e me surpreendi.

Vai ver nunca me apaixonei.
Vai ver todos foram paixões.

Quem sabe o que amar?
Quem sabe o que amor?
Sabem o que é ser amado?
Quem sabe?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tarde demais


"Nunca é cedo para uma gentileza,
porque nunca se sabe quando
poderá ser tarde demais."
(Ralph Waldo Emerson)


Dá medo de não ter feito tudo que estava ao nosso alcance.
Não ter abraçado forte o suficiente.
Não ter gritado que amava para que todos soubessem e a pessoa jamais se esquecesse.
Receio de ter se distraido e não prestado atenção em tudo que disse.
Não ter conseguido aprender em plenitude, tudo que nos ensinou.
Seria doloroso saber que não se deu o valor: o valor incalculável. Impagável, daquela pessoa.

Ver que o tempo foi pouco.
A intensidade pequena.
O que você fez ficou aquém do seu potencial.
Perceber, só depois... Quando não mais adianta.