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quinta-feira, 3 de maio de 2012
É diferente...
Dois olhos.
Uma boca...
Mas, me disseram que ao meu redor tinha mais gente.
Só uma voz...
Próxima ao meu ouvido.
Depois, me contaram que era uma festa.
terça-feira, 20 de março de 2012
Então diga...

Amar: o mais belo dos sentimentos.
Democrático, já que todos podem senti-lo.
Justo, pois qualquer um pode ser amado - uns mais que outros, é certo.
Não escolhe a hora, o lugar, tampouco a pessoa. Sequer precisa de motivo.
O amor...
Maior que a dor de amar é o incômodo de expressar que está amando.
Ama-se e não tenho coragem de revelar.
E é recíproco. O outro também pode ter receio de manifestar afeto.
Não falo dos "lances" de hoje em dia, da paquera jovial. Destaco o amor. O amor...
Não gostar de alguém é um direito.
Dizer "Eu te amo" um desafio.
sexta-feira, 2 de março de 2012
O amor, segundo Gikovate

Tive a oportunidade de conversar e o ouvir as sábias análises do Dr. Flávio Gikovate.
Cada palavra veio na hora certa. Para a pessoa certa. E do jeito certo.
Foram "tapas na cara" sem dor.
Acordou-me, mas eu não estava dormindo.
Falou de amor com quem se quer sabe o que significa.
Não sabe, no entanto tinha certeza que sabia. Amar é respeitar a individualidade de cada um! Porém são tantas emoções contrárias a tal ideia: O ciúme, a possessividade, egoísmo.
É comum ouvir de um casal: "Somos um". É o grande erro dos enamorados. Ceder é difícil. Ainda mais complicado é respeitar que somos diferentes.
A gente sabe que os opostos se atraem. Todovia, não compreendemos os extremos de cada um. Apaixonar-se por alguém interessante é abrir mão de um tanto de outras pessoas tão interessantes quanto - ou até mais.
Escolher é sempre difícil. E talvez o problema - assim penso eu - é que hoje as escolhas não são definitivas. Nós podemos errar. Errar de novo e insistir no erro. Um sequência de sofrimento próprio e dos envolvidos.
A gente erra por não aprender com erro. Sem aprendizagem nunca vamos encontrar o certo.
Gikovate falou das pessoas que casam duas, três, quatro, cinco... vezes! Ele acredita que há dois perfis neste caso: 1) A pessoa sempre casa com mesmo tipo de pessoa e por isso o fim é sempre o mesmo: sepração. 2) Ela gosta mesmo de trocar.
O primeiro deve ter mais jeito. É só alguém falar pra ele - mas hoje em dia alguém ainda ouve o outro alguém?
E as solteiras - como eu. Umas desemperadas - vai chegando a idade... A grande pergunta é por que está tão difícil um relacionamento sério. - principalmente para as mulheres.
O psiquiatra mais uma vez nos traz a realidade. O número de homens e mulheres interessantes não é compatível. Nas universidades de 100, 60 são mulheres e 40 homens. E ai, o que fazemos com as 20 mulheres que sobram? - 20 na melhor das hipóteses, bem lembrou uma moça da plateia, já que há ainda os homossexuais.
Essa é a lógica. Uma lógica que também entra no capitalismo. 40 homens disputados por 60 mulheres. Lei da demanda e da procura.
Mulheres que sonham casar... Homens que sempre adiam.
Na briga, vence as que não pressionam. Vence o compromisso descompromissado: "Vamos ver no que vai dar".
Não é nada democrático. É a minoria que comanda, simplesmente por que estar sozinho para muitos é insustentável - muitos autores, inclusive, reforçarm essa ideia. Gikovate vai contrário a tudo isso. É prático, não dá conselhos.
Abre os olhos.
Não é otimista, apenas apresenta a realidade.
O otimismo depende da gente. A interpretação é para nós.
Sofrer num amor, ou ser feliz na individualidade? Pra ele podemos viver sozinhos. Sozinhos mesmo estando juntos - um belo segredo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
29 de fevereiro: "Casa Comigo?"

Descobri que 29 de fevereiro, além de ser uma data "rara", já foi também o "dia das mulheres pedirem os homens em casamento".
Se ainda o fosse...
Mulheres ajoelhadas perante ao homem, após tanta submissão.
Comprando uma jóia pra eles, depois de uma remuneração inferior.
Dizendo palavras bonitas. Não copidas, mas do coração.
A gente decidindo. Tomando a iniciativa.
Meninas, moças e mulheres se preparando: pensando no melhor momento, a melhor forma. tenho certeza que seria lindo.
Talvez, eles nem chorassem. Quem sabe não respondessem de imediato. A racionalidade permite pesar os prós e os contras.
Não sei como seria. No entanto, acho linda a ideia de tentar.
Quem sabe um dia, eu tento.
Eles demoram tanto...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Paquera

Eu já fui convidada pra um "encontro" e levei uma amiga.
Quando fui sozinha, já falei sem parar, temendo silêncio. Medo dos olhos falarem e a boca ceder.
Houve vezes que marquei e me arrependi. Mesmo assim fui: "como amigos".
Aliás, já evitei relacionamentos mais profundos pra "não estragar amizade" (isso é muito demagógico).
Teve caso que "estimulei" o convite: "Queria assistir tal filme" (geralmente eles caem).
Já inventei desculpas pra não ir, da mesma forma que desmarquei compromissos pra estar presente.
Confesso que já não me reconheci perante um potencial amor.
Também já vi tarde demais tais potencialidades.
Gostei de quem não devia e quem merecia, sequer reparei.
Eu já tentei fugir. Nem sempre com êxito.
Procurar, eu já o fiz. Achei, mas depois percebia que não sabia o que procurava.
Idealizei e me frustrei.
Nunca imaginei e me surpreendi.
Vai ver nunca me apaixonei.
Vai ver todos foram paixões.
Quem sabe o que amar?
Quem sabe o que amor?
Sabem o que é ser amado?
Quem sabe?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Machuca, viu?

Eu já ouvi dizer que há palavras que machucam mais que qualquer tipo de agressão física.
Quando vindas de quem a gente ama, de quem jamais esperaríamos, de fato ela fere e supera a dor do corpo.
Palavras quando não escritas se perdem ao vento.
No entanto, o vento sopra e às vezes atinge, antes da perda, o coração daquele que ouve.
Nada justifica grosserias.
Não vislumbro algo digno de palavras baixas.
Da mesma forma que não acredito. Não acredito, que há quem possa e consiga proferir palavras assim árduas.
É da boca que elas saem...
Dessa mesma boca poderiam sair frases de conforto, de incentivo, de mera bajulação.
Dela poderia surgir apenas um sorriso.
Afinal, o que realmente importa, na maioria dos casos, a gente não resume em palavras.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Tarde demais

"Nunca é cedo para uma gentileza,
porque nunca se sabe quando
poderá ser tarde demais."
(Ralph Waldo Emerson)
Dá medo de não ter feito tudo que estava ao nosso alcance.
Não ter abraçado forte o suficiente.
Não ter gritado que amava para que todos soubessem e a pessoa jamais se esquecesse.
Receio de ter se distraido e não prestado atenção em tudo que disse.
Não ter conseguido aprender em plenitude, tudo que nos ensinou.
Seria doloroso saber que não se deu o valor: o valor incalculável. Impagável, daquela pessoa.
Ver que o tempo foi pouco.
A intensidade pequena.
O que você fez ficou aquém do seu potencial.
Perceber, só depois... Quando não mais adianta.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Amor: simples assim

Eu me apaixono fácil. Com a mesma rapidez, desapaixono.
Amo as pequenas coisas (como aconselham), mas confesso que meu coração também tem lugar para as maiores.
Amor...
Um poeta já disse: "Amo como ama o amor..."
Minha grande frustração é não ter a mesma sorte desse autor.
Não falei com o amor para saber como se ama.
Mesmo sem saber, permito-me sentir.
Ele vem com um olhar, um simples gesto ou aperto no coração.
Assim como senti agora, neste momento.
Sequer precisei sair de casa.
Olhos escuros que me olhavam, numa alegria que era denunciada pelo rabo abanando.
Perdo-me se frustro o leitor neste texto, no entanto, revelo que amor me veio nesta noite, através da minha cachorrinha, a Capitu.
Não escrevo mais nada porque o amor não se resume, não se descreve.
Eu sequer sei como é amor. Apenas sinto... Apenas me permitem sentir.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Vermelho: Talvez se fosse dessa cor...

Um poema bonito, mas que me intrigou foi o de Oscar Bottaro: "Fonte de Vida".
Fiquei instigada em desvendar esse tal "romance vermelho".
Vermelho de amor me parece muito óbvio quando se trata de um poesia: esse texto que permite tantas interpretações e gera tantas reações.
Eu já vi romances brancos: Aqueles puros, de criança. A história do primeiro amor.
Também considero os romances azuis, aqueles serenos, sem turbulências... Celestiais.
Já vi romance verde, que vem com um espírtio de renovação, esperança e reciclegem, nesse tal mundo sustentável.
Romance amarelo é aquele que irradia luz, sabe? Que se percebe de longe o brilho da paixão.
Deve ter também o romance cor-de-rosa, ao estilo conto-de-fadas.
Da mesma forma, o romance preto, não de luto, mas sim, intenso. Não de ausência de cores. Talvez um romance cladestino, aliado das trevas.
Romances de várias cores... Talvez comecem num tom e terminem em outra tonalidade.
Romances vermelhos...
Parecem óbvios demais. Intensos demais. Improváveis, num mundo carente de amor.
Romances vermelhos... Como os botões de rosa...
Vermelhos... Simplesmente assim.
Avermelhados apenas para instigar...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Debaixo da chuva
Chuva que molha e lava.
Gota que corre e acumula.
O pingo que atinge e não machuca, apenas refresca.
Chuva que une: embaixo do guarda-chuva.
Gota que corre e acumula.
O pingo que atinge e não machuca, apenas refresca.
Chuva que une: embaixo do guarda-chuva.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Alguém...

Quando todos os olhares não compensam a falta do fitar de alguém: Aquele alguém.
Naquele momento em que multidão não supri a solidão interna.
Enquanto todos sorriem para você, só alguém seria capaz de lhe arrancar o sorriso.
Você tem todos os dias pela frente. No entanto, queria só um: Um. Aquele único com alguém que ama.
Um alguém... Alguém... Mas quem?
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Insônia

Nada me tira o sono.
Nem o café: meu vício.
A soneca da tarde não atrapalha meus sonhos.
Preocupações não são capazes de abalar minha preguiça. Há, inclusive, preocupações que me fazem ter ainda mais sono, afinal enquanto durmo, esqueço.
No entanto, nesta noite não consegui dormir. O motivo? Ele. Queria falar com ele. Nem que fosse para colocar um ponto final, de uma vez por todas.
Sinto e por isso não consigo descrever. Sentimento, a gente não explica, afinal, sequer entendemos.
Roubou meu sono. Espero que só tenha levado isso de mim.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Estamos começando pelo fim...

A raiz do problema talvez não esteja sob a terra.
O início da história pode não estar nas primeiras páginas.
O amor as vezes não começa pela amizade.
O primeiro nem sempre é o que começou antes.
Tentei encontrar o porque da superficialidade dos relacionamentos. Foi conversando que consegui um argumento convincente.
-Gláucia, estamos começando pelo fim.
Olhar. Pegar nas mãos. Tocar. Acariciar a face. Um beijo de ladinho para dar tchau. Conversa. Conversa. As flores. O jantar. O silêncio. O meio. O fim.
Nos dias "atuais", nós trocamos a ordem. Começando pelo fim, para que chegar a olhar?
Vamos logo aos "finalmentes".
Temos fim, mas sem o começo e meio, não se solidifica uma história.
Final feliz? Não. Sem os antecedentes, perde-se, inclusive, a referência de felicidade.
Tudo, simplesmente, acaba. Sem, no entanto, ter começado.
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