Chuva que molha e lava.
Gota que corre e acumula.
O pingo que atinge e não machuca, apenas refresca.
Chuva que une: embaixo do guarda-chuva.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Uma cena

Chuva. Muita chuva. Todo ano cenas assim. Enchentes. Desespero. E com o perdão do trocadilho, muita coisa, simplesmente, vai por água abaixo.
A parte física das casas, os sonhos das pessoas: Vão com vento. Caem assim como a torrente.
Ano passado marcou a cena da senhora que ao ver tudo ser levado, queria apenas salvar. Salvar seu melhor amigo, o cachorro.
Este ano, tudo aconteceu de novo. E está acontecendo.
Pela televisão vi a situação de Minas Gerais. Era muita água. Mas desta água se destacou o xadrez. Um rapaz que vistia uma camisa desta estampa teve coragem de herói e sensibilidade que se espera do ser humano. A correnteza era forte, no entanto mais forte era a bondade. Se arriscou e salvou a motorista desesperada e o filho dela também.
Mais que a desgraça que vem com a chuva e que revela a falta de infra-estrutura, são nestes momentos que homem tem a oportunidade de fazer renascer nele próprio a crença e a esperança de que o mundo tem jeito, e que nós podemos encontrar esse jeito.
A gente volta acreditar que homem não é este ser individualista do capitalismo, tampouco tem em si o egoísmo desta sociedade moderna.
Voltar acreditar. Um bom recomeço, num ano que está só começando...
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