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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seríamos...


Porque em silêncio, eles pedem.
Internamente, gritam.
Nos chamam, a nos olhar.
Precisam, mas talvez tenham orgulho - Vergonha.

O silêncio não se ouve.
Apenas o externo é visível - infelizmente.
Olhares que se desviam.
Pode-se ajudar, no entanto intimida-se - e não é intencional.

As pessoas simplesmente se completam.

Só não compreenderam isto - ainda.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O amor, segundo Gikovate


Tive a oportunidade de conversar e o ouvir as sábias análises do Dr. Flávio Gikovate.
Cada palavra veio na hora certa. Para a pessoa certa. E do jeito certo.
Foram "tapas na cara" sem dor.
Acordou-me, mas eu não estava dormindo.
Falou de amor com quem se quer sabe o que significa.
Não sabe, no entanto tinha certeza que sabia. Amar é respeitar a individualidade de cada um! Porém são tantas emoções contrárias a tal ideia: O ciúme, a possessividade, egoísmo.
É comum ouvir de um casal: "Somos um". É o grande erro dos enamorados. Ceder é difícil. Ainda mais complicado é respeitar que somos diferentes.
A gente sabe que os opostos se atraem. Todovia, não compreendemos os extremos de cada um. Apaixonar-se por alguém interessante é abrir mão de um tanto de outras pessoas tão interessantes quanto - ou até mais.
Escolher é sempre difícil. E talvez o problema - assim penso eu - é que hoje as escolhas não são definitivas. Nós podemos errar. Errar de novo e insistir no erro. Um sequência de sofrimento próprio e dos envolvidos.
A gente erra por não aprender com erro. Sem aprendizagem nunca vamos encontrar o certo.
Gikovate falou das pessoas que casam duas, três, quatro, cinco... vezes! Ele acredita que há dois perfis neste caso: 1) A pessoa sempre casa com mesmo tipo de pessoa e por isso o fim é sempre o mesmo: sepração. 2) Ela gosta mesmo de trocar.
O primeiro deve ter mais jeito. É só alguém falar pra ele - mas hoje em dia alguém ainda ouve o outro alguém?

E as solteiras - como eu. Umas desemperadas - vai chegando a idade... A grande pergunta é por que está tão difícil um relacionamento sério. - principalmente para as mulheres.
O psiquiatra mais uma vez nos traz a realidade. O número de homens e mulheres interessantes não é compatível. Nas universidades de 100, 60 são mulheres e 40 homens. E ai, o que fazemos com as 20 mulheres que sobram? - 20 na melhor das hipóteses, bem lembrou uma moça da plateia, já que há ainda os homossexuais.
Essa é a lógica. Uma lógica que também entra no capitalismo. 40 homens disputados por 60 mulheres. Lei da demanda e da procura.
Mulheres que sonham casar... Homens que sempre adiam.
Na briga, vence as que não pressionam. Vence o compromisso descompromissado: "Vamos ver no que vai dar".
Não é nada democrático. É a minoria que comanda, simplesmente por que estar sozinho para muitos é insustentável - muitos autores, inclusive, reforçarm essa ideia. Gikovate vai contrário a tudo isso. É prático, não dá conselhos.
Abre os olhos.
Não é otimista, apenas apresenta a realidade.
O otimismo depende da gente. A interpretação é para nós.

Sofrer num amor, ou ser feliz na individualidade? Pra ele podemos viver sozinhos. Sozinhos mesmo estando juntos - um belo segredo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Paquera


Eu já fui convidada pra um "encontro" e levei uma amiga.
Quando fui sozinha, já falei sem parar, temendo silêncio. Medo dos olhos falarem e a boca ceder.
Houve vezes que marquei e me arrependi. Mesmo assim fui: "como amigos".
Aliás, já evitei relacionamentos mais profundos pra "não estragar amizade" (isso é muito demagógico).
Teve caso que "estimulei" o convite: "Queria assistir tal filme" (geralmente eles caem).
Já inventei desculpas pra não ir, da mesma forma que desmarquei compromissos pra estar presente.

Confesso que já não me reconheci perante um potencial amor.
Também já vi tarde demais tais potencialidades.
Gostei de quem não devia e quem merecia, sequer reparei.

Eu já tentei fugir. Nem sempre com êxito.
Procurar, eu já o fiz. Achei, mas depois percebia que não sabia o que procurava.

Idealizei e me frustrei.
Nunca imaginei e me surpreendi.

Vai ver nunca me apaixonei.
Vai ver todos foram paixões.

Quem sabe o que amar?
Quem sabe o que amor?
Sabem o que é ser amado?
Quem sabe?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Machuca, viu?


Eu já ouvi dizer que há palavras que machucam mais que qualquer tipo de agressão física.
Quando vindas de quem a gente ama, de quem jamais esperaríamos, de fato ela fere e supera a dor do corpo.

Palavras quando não escritas se perdem ao vento.
No entanto, o vento sopra e às vezes atinge, antes da perda, o coração daquele que ouve.

Nada justifica grosserias.
Não vislumbro algo digno de palavras baixas.
Da mesma forma que não acredito. Não acredito, que há quem possa e consiga proferir palavras assim árduas.
É da boca que elas saem...

Dessa mesma boca poderiam sair frases de conforto, de incentivo, de mera bajulação.
Dela poderia surgir apenas um sorriso.
Afinal, o que realmente importa, na maioria dos casos, a gente não resume em palavras.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Alguém...


Quando todos os olhares não compensam a falta do fitar de alguém: Aquele alguém.
Naquele momento em que multidão não supri a solidão interna.
Enquanto todos sorriem para você, só alguém seria capaz de lhe arrancar o sorriso.
Você tem todos os dias pela frente. No entanto, queria só um: Um. Aquele único com alguém que ama.

Um alguém... Alguém... Mas quem?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estamos começando pelo fim...


A raiz do problema talvez não esteja sob a terra.
O início da história pode não estar nas primeiras páginas.
O amor as vezes não começa pela amizade.
O primeiro nem sempre é o que começou antes.

Tentei encontrar o porque da superficialidade dos relacionamentos. Foi conversando que consegui um argumento convincente.
-Gláucia, estamos começando pelo fim.

Olhar. Pegar nas mãos. Tocar. Acariciar a face. Um beijo de ladinho para dar tchau. Conversa. Conversa. As flores. O jantar. O silêncio. O meio. O fim.

Nos dias "atuais", nós trocamos a ordem. Começando pelo fim, para que chegar a olhar?
Vamos logo aos "finalmentes".
Temos fim, mas sem o começo e meio, não se solidifica uma história.
Final feliz? Não. Sem os antecedentes, perde-se, inclusive, a referência de felicidade.
Tudo, simplesmente, acaba. Sem, no entanto, ter começado.