sexta-feira, 23 de março de 2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

Prepara-se: tudo tem que dar errado!

Uma espera com ansiedade.
A hora certa sempre tem que ser agora.
O melhor jeito, nos que definimos e dizemos que assim o é.
Não espera-se o mais adequado, olha-se só pra o desejo.
A oportunidade vem como barreira.
Segue-se um caminho. Perdê-lo significa tomar o rumo errado.
Um caminho longo em que não se vê a luz no fim.
No entanto, acredita-se que chegaremos lá.

Caminhanhamos...
Lá onde? Tudo muda.
Com quem? Uns se perdem, outros ficam...
Por que? Nós também mudamos.

Falta-nos um preparo, num mundo que nos pega sempre desprevinidos.

terça-feira, 20 de março de 2012

Então diga...


Amar: o mais belo dos sentimentos.
Democrático, já que todos podem senti-lo.
Justo, pois qualquer um pode ser amado - uns mais que outros, é certo.
Não escolhe a hora, o lugar, tampouco a pessoa. Sequer precisa de motivo.
O amor...

Maior que a dor de amar é o incômodo de expressar que está amando.
Ama-se e não tenho coragem de revelar.
E é recíproco. O outro também pode ter receio de manifestar afeto.

Não falo dos "lances" de hoje em dia, da paquera jovial. Destaco o amor. O amor...
Não gostar de alguém é um direito.
Dizer "Eu te amo" um desafio.

Olhe!

Não adianta entender o que digo.
O que falo não necessariamnete é o que queria dizer.
Nem sempre é o que penso - e não, não é dissimulação.
Há vezes em que as palavras são insuficientes. Algumas outras não consigo transcrever. Outras, é melhor não falar. - Não pode;

Sabe, meu olhar diz muito mais.
Se olhassemos os dos outros viríamos que com eles também é assim.


Alegrei-me. Alguém olhou nos meus. Percebeu. Não ligou para o que eu disse. Simplesmente se atentou a dilatação da pupila. A contração, quando se dá.

domingo, 18 de março de 2012

Se envolve política...

Tudo vai bem.
Tudo vai legal.
A ideia é boa.
As pessoas que a abraçam também são.
Fazem o bem.

E então entram interesses.
Precisam de dinheiro.
Dinheiro que nunca vem fácil.
Entram outras pessoas.
Com novos interesses.
Fazendo política.

Politicagem.
Estragam.
Não fazem o mal, talvez.
Fazem o bem. Um bem egoísta. Benefício próprio.

Nada mais vai bem.
Nada fica legal.

sábado, 17 de março de 2012

Se não fossem eles, nem saberíamos...

Olhos vidrados.
Pra que piscar?
Dirigiam-nos perguntas, questionamentos contextualizados.
Eufóricos uns respondiam. Em dúvida, outros se calavam.
Todos na espera do desfecho, que professor daria.

Uma aula onde os alunos foram incentivados a participar.
Unânimes atenderam ao convite.
Ninguém queria ir embora.
A angústia era: precisamos de mais tempo!
Aquele mestre tem muito a nos falar.

Intrigou, instigou. Com desafios, exemplos, histórias e propriedade.
Uma aula. A aula.
Sempre fui e continuarei sendo admiradora destes profissionais. Grata aos professores.

E o que vejo?
Professores de braços cruzados - porque algo está errado.
Desrespeito dentro de sala de aula - por conta da falta de valores dessa sociedade.

É uma pena ser logo com eles. Eles que tantam fazem por nós, desde lá no pré.
A gente aprende - quando aprende. Mas esquece de quem nos ensinou.
Sinto por eles. Sinto por mim - preciso deles.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O problema são nossas respostas

A Câmara de Vereadores de Campinas aprovou um projeto de lei que proibe pedintes em semáforos.
Não vou entrar no mérito legal, nem pretendo ser moralista.
O fato é que no sinal tem gente que pede pra comprar droga. Quem tente ganhar um trocado através de uma apresentação artística. Há também os quem nem pedem e simplesmente levam. Todavia, acredito que haja sim - uma minoria, talvez - quem pede pra comer, pra comprar o remédio.

Hoje, fui abordada por um. Debaixo de chuva me protegia com vidros fechados do carro. Ele não.
Fechei o vidro numa chuva fraca. Não fechei por conta das gotas, devo ter fechado pra ele.
Podia me molhar, mas vê-lo se molhando não me fez bem.
Senhor. Cansado. Sem camisa.
Movimentos lentos. Acostumado apenas a esticar a mão.
Sem camisa.
Por que sem camisa?

Estava doente. Uma bolsa plástica fazia parte de seu corpo.
O apelo a mais na hora de pedir?
Pode ser, mas não podia ser.

Fechados nos carros. Alheios. Enquanto outros, expostos, vulneráveis.
Nos protegemos desta vulnerabilidade e acabamos vítimas dela.
Generalizamos.
Ao generalizar pensamos em tirar de lá.

Tirar quem? Não importa.
Por que? Os automóveis querem passagem.
Como? De qualquer jeito, desde que saiam.
Pra onde? Longe de nós.

Sabe, o difícil das perguntas não é respondê-las. O dolorido é saber que resposta pode vir tão fria, insensível e egoísta.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sozinha e vice-versa


Sozinha, enquanto todos andavam juntos.
Os outros falvam, contavam, riam. Uns para os outros. Ninguém para ela.
Jovens no intervalo da faculdade. A professora de cabelos brancos só tinha voz dentro de sala - pelo menos só lá lhe davam atenção, ou fingiam que davam.
Cada um em seu grupo, tribo, segmento. Ela só. Sozinha com vontade de estar junto.
Não estava excluída, mas passava despercebida.

Não se intimidou. Tampouco se deteve ou se escondeu.
Entrava nas conversar. Puxava assunto. Interagia com qualquer grupo de mais de duas pessoas.
Falou do movimento na Universidade, do calor, das estrelas.
Sorria para desconhecidos. A reação de quem não a conhecia era de estranheza e surpresa.
A senhora agia naturalemente.

Somos apenas dentro de nosso espaço, com nossas pessoas. Somos fechados: Sozinhos estando com gente.
Não vemos ao redor. Perdemos a oportunidade de encontrar pessoas diferentes, conversas sobre novos assuntos, ideias diversificadas.

Sozinha, ela fez de tudo para estar com todos.
E esteve.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Vi no Reynaldo Gianecchini


Escorre. Segue um caminho.
A força que Einten descobriu, ajuda a percorrer o trajeto.
Ela cai. Caem.
Desce. Vai ao encontro.
Sai do olhar. Mira a boca.
Emoção: O sorriso recebe a lágrima.


Foto: Revista Quem

segunda-feira, 12 de março de 2012

Na rua


Alguém passa e te fita.
Você retribui.
Mas ele passa...
Outro alguem passa e nem te olha.
Ninguém passa e te cumprimenta.

Carros também passam. Correm.
Você caminha.
Numa multidão está sozinho.
Junto de tanta gente que desconhece.

Passa por onde muitos já passaram. Muitos vão passar.


Nada fica...
Seguindo o ritmo da rua, tudo passa.