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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Assalto


Foi ao meu lado. Com sol raiando.
Muitos carros nas ruas. Muitas pessoas nas calçadas.
Vi, mas não prestei atenção: Não enxerguei.
Ouvi, no entanto, não escutei o que disseram.

Subi no ônibus. Mais três pessoas fizeram o mesmo.
A última entrou chorando. Assustada. Desesperada.
Passei a catraca. Os outros também o fizeram.

-Fui assaltada!
Feito anúncio, silêncio no transporte coletivo. Um ou outro cochichava sobre o ocorrido.
Pela janela vimos o assaltante caminhando.
Caminhava atravassando as vias cheia de automóveis, andando pelas calçadas com muita gente, sob a luz do dia.

Vimos sem fazer nada.
O homem, o celular roubado e notávamos que aos poucos, a moça, dentro do ônibus se acalmava.

Cada um descia em seu ponto...
O itinerário manteve-se o mesmo...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Campinas: O dominó e jogo de cartas


O que reflete.
No que reflete.
O que pode vir refletir.

Nem sempre o que vemos de concreto é o que mais implica. Há vezes em que a reação no abstrato é o que realmente importa.

A crise começou - ou será que terminou? - na política.
Pelo menos, estourou no universo das gravatas e colarinhos.
Política, envolvendo políticos.
Não só eles...

Refletiu em outros setores, ou talvez, vice-versa.

Tem político que foi preso.
Tem cidadão que morreu na fila de espera.

"É insustentável!"
Assim me definiram o Sistema Público de Saúde de Campinas.
Insustentável manter médicos sem recursos. Hospitais sem estrutura. Pacientes sem atendimento.

O efeito é dominó.
Desde que a primeira peça foi tocada paira a sucessão de sentimentos: insegurança, desamparo, desilução e decepção.
Uma sucessão que se tornou cíclica...

A esperança é que tudo melhore daqui para frente.
O ano é eleitoral...
Mais uma vez vamos tentar de novo. Tentar não errar, desta vez.
Reconstruir e legitimar.
Ter confiança.
Entraremos num novo jogo. Sair do dominó.
Só não podemos entrar na construção de uma castelo... Um castelo de cartas: Marcadas e leves...
O vento leva... Sempre leva!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Que não seja esse o desfecho


"Numa cidade grande, há inteligências numerosas e variadas." (Salústio).
É. Há.

Só falta as pessoas descobrirem, que "Não existe verdadeira inteligência sem bondade." (Ludwig van Beethoven).

Sabe por quê? Porque "A bondade é o único investimento que nunca vai à falência." Henry Thoreau).

Aliás, o que vem antes da falência?

Dizem que primeiro abrem-se "buracos". "Embargam" algumas metas, dada a inviabilidade de tais. Nos altos cargos, começa a "dança das cadeiras" numa tentativa, as vezes frustrante, de recuperar os tempos de outrora. Então "suspendem" alguns planos e "transferem" algumas responsabilidades para outros órgãos competentes.
Tudo pra evitar falir, embora haja a gravidade e o risco do inevitável.


Qualquer semelhança, tem que ser mera coincidência.