sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tiririca: É com dois "s"?


É com "s" ou com "ss"? Esse "porque" é junto ou separado? No plural é "aos" ou "aes"? Essa palavra tem acento? Tem hífen?

Muita gente fala que a matemática é que tem problemas, mas convenhamos: Quem entende a Gramática?
Não sei o que diferencia uma inequação, de uma equação. Também complexo, é saber se a oração é subordinada ou simples.


Sem desprezar o português, tampouco os estudos matématicos, me pergunto: Que diferença faz escrever com "x" ou com "ch"? A questão não é saber escrever (embora ajude a compreeender muitas mensagens), afinalde que adianta tantos títulos profissionais, tantos diplomas e tantas regras ortográficas ou formulas exatas, quando não se tem "sensinbilidade"?


Ao pensar nos nossos políticos, e em nossa política, o que importa não é a escolaridade. O importante é o que eles, que estão lá para nos representar, vão fazer. Deveriam pensar em melhorar nossa Educação e essa pode ser até com "ss" (só assim poderemos exigir que as normas do português sejam respitadas). Também deveriam dar atenção à Saúde Pública, e nessa, não fazemos questão de acentos. Apenas hospitais, médicos e qualidade de vida.


Precisam nos proporcionar Segurança, mesmo que escreva com "c" no começo. Nós queremos dignidade e neste caso não importa se coloquem "gui" no meio. Não queremos doutores, letrados, só queremos pessoas de coração e que amem o país. Um bom governo seria consequência de tudo isso.


Por que prova de escolaridade? Deveriam testar o quanto eles estão preparados para olhar o povo brasileiro, prestar atenção nas necessidades deste povo.


Para mim, está tudo errado. A começar pela gramática.
Para mim, tudo pode ficar melhor, a não ser que...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Minha primeira matéria esportiva...

Algumas coisas a gente aprecia, outras simplesmente desconhecemos. Até então, nunca haviam me apresentado ao universo esportivo. Ou, talvez eu, que ignorava uma amizade com tal. Futebol? Só sei que sou São Paulina, e se entrar na rede, é gol! Se bem que tem vezes que está impedido... Nesses casos, nada sei... O fato é que optei ser jornalista, profissão que exige um conheceimento genérico, diverso. O jornalista se não entende, deve ao menos ter uma fonte que o explique.

Sempre fiz matérias do meu agrado, esforçava-me para um bom resultado. Mas na vida, nem sempre temos que fazer aquilo que gostamos, e na maioria das vezes não temos o luxo de escolher.

A pauta foi detereminada: Esporte.
Bom, pra mim sobrou correr atrás da fonte...

Mas, vamos raciocinar juntos... Todos teriam o mesmo fato para relatar. Seria tudo engessado, afunal o assunto é mesmo e as fontes corriam sério risco de coincidir...

Não gosto do comum, dos padrões... Cada um de nós temos um jeito, que também pode ser o jeito de nossa matéria.

Confesso que falar de esporte estava chato e eu precisava me divertir... Foi ai que resolvi fazer essa matéria e gostaria, que me dessem uma opinião bem sincera...

Para im falta mais jornalismo... Ah, e o detalhe, eu estava rouca. E vocês, o que acharam?


Com voces, Zé da Serra e Dilminha!!! Aplausos...


Reproduzo aqui, um texto feito por meu pai.
É por essas, e muitas outras coisas que esse cara é meu ídolo, meu mestre, meu norte, minha inspiração.
A tempos desconfio, que quando tra;o algumas linhas por aqui, deve ser porque está no sangue. A vontade de escrever e o gosto pela política foi herança de meu pai, o João Carlos, que para muitos é simplesmente o Bambuzinho.
O pai é a fonte, quem sabe um dia, eu chegue a essa excelencia.

Segue o texto que papai me mostrou



E uma nova dupla caipira promete arrasar no mercado nacional. É o Duo Alvorada, formado pelo casal Zé da Serra e Dilminha, que se unem para arrebentar. Ele é do Bem. Ela pensa em continuar.

Eles entram na gravadora Planalto no próximo dia 31 em Brasília. O lançamento será já, no dia dos mortos, para todo o Brasil.
Neste albumdela e dele, ou seja, no repertório de milongas de Zé da Serra e Dilminha, teremos
-Sustentabilidade da paixão
-Voce peDilmas náo te quero
-Vou privatizar meu coração
-O nosso amor se enSerra
-De que vale tudo isto
-Escola de Carinho
-Amor com segurança
-Te conheci na Petrobras
-Amor Genuíno
-Pancadão do mensalão
-Bye bye, BabaLulá
-Garotinho Ficha Limpa

E a música carro chefe de Zé da Serra e Dilminha será
-Meu Pré Sal, meu Pré Salzinho.

Agora é esperar pra ver e ouvir...


(João Carlos Bambuzinho da Silva)




Alguém se interessou pelo CD?
Pode ser um bom presente de Natal... Quem voces presenteariam?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Político corrupto é pleonasmo? Vai estar sendo corrompido é gerúndio?


Tem gente por aí dizendo e vai continuar dizendo que estará lutando pelo Brasil com garras e unhas.
Essa gente tem um elo de ligação com partidos e esses partidos, tenho certeza absoluta, nada mais são que siglas de iniciais, sem propostas de projetos.
Todo esse estar falando, estar fazendo, estar ajudando é ensaiado antes, planejado antecipadamente. Não sei a quantia exata, mas se gasta muito com todo esse marketing. O fato é real e nesta realidade convivemos juntos.
Há anos atrás, PT e PSDB já estiveram disputando um segundo turno e ambos sempre se excedem muito. A criação nova foi Marina Silva, mas que depois do domingo dia 03, ao amanhecer do dia, já não estava juntamente com o segundo turno.
Mesmo sem vencer a primeira disputa, a representante do PV foi uma surpresa inesperada, foi a escolha opcional daqueles que cansaram-se do bico longo dos tucanos e da estrela vermelha dos petistas.
Marina vai estar plantando árvores, assim como vai estar reciclando lixo. Serra e Dilma são duas metades iguais que aguardam um superavit positivo.

Há muita troca de picuinhas e a razão é porque todos querem o poder. É de nossa livre escolha dar a quem achamos mais responsável, a quem nos melhor convence.

O seu critério pessoal na hora de votar pode ser qualquer um, mas sugiro que atente-se aos detalhes minuciosos e, se sentir algum sintoma indicativo, retorne de novo aos seus princípios. Se não gosta de Dilma, a outra alternativa é Serra.

Eu só espero que todos sejam unânimes ao votar conscientemente.

Você vai estar votando, o Brasil vai estar entrando num novo caminho, eu vou estar torcendo para que todos façam uma boa escolha e que essa seja a última versão definitiva de um governo de sucesso que pense demasiadamente excessivo em toda população.

Bom, o poder está novamente em nossas mãos. Basta, no dia 31 de outubro, comparecer pessoalmente.

Filosofando a política...


O ano é eleitoral. A política está na pauta. A sociedade critica os políticos, no entanto, mal sabem qual a essência da política.
Se conhecessem os diálogos de Platão saberiam que todo governo tende a se degenerar e que a política é cíclica. Saberiam que o que rege um governo estável é a Verdade e o Bem.
Se seguíssemos Platão sairíamos da caverna e quebraríamos a ideia de senso comum (doxa). Talvez, saindo dessa alienação entraríamos no conhecimento verdadeiro (episteme). Quebraríamos uma barreira que nos prende às tradições. Quem sabe assim, o segundo turno destas eleições não repetiria a polarização entre PT e PSDB. Fora da caverna estaríamos prontos para a mudança, e não temeríamos tal.

É uma pena vivermos num pais em que poucos conhecem as obras aristotélicas, segundo as quais, o Estado é algo natural, sendo que as formas de governo se dividem em justas (governo voltado para a coletividade) e injustas (focado em interesses pessoais).
Nesta visão de Aristóteles, a democracia é considerada justa. No entanto, o Brasil como país democrático, contradiz o critério aristotélico, afinal quantos políticos em nossa democracia não pensam apenas em interesses particulares?
Muitos. E isso pode ser reflexo da própria politica proposta por Platão, até porque os governos se degeneram e nós brasileiros podemos estar vivenciando a degenera;ao de nossa democracia.

Ainda bem que tudo é cíclico, como retoma Políbio, base do helenismo. Este autor ainda acrescenta a Teoria de governo misto, idealizando um Estado com monarquia, aristocracia e democracia.
Porém, nesta realidade em que “frutas” se candidatam e “palhaços” aparecem no horário eleitoral, a filosofia nos parece utópica e idealista demais, num pais em que dinheiro publico é encontrado em malas e cuecas.

É essa nossa realidade. Triste, mas verdadeira.

O que nos consola é Maquiavel, que quebra com a filosofia e teologia, nos apresentando a Ciência Política. Para ele, o que importa é o “ser” e não o “vir a ser”. Até porque, o que adianta sonhar, se quando acordamos os craques da bola não estão no campo, mas tentam nos representar?
O que importa é a “verdade efetiva das coisas”. O conforto vem na obra “O Príncipe”, do próprio Maquiavel. Embora oscilemos entre estabilidade e caos, só o Príncipe pode nos ajudar.
Se hoje vivemos uma turbulência de corrupção, se outrora nosso Senado esteve em crise, a solução estaria no homem capaz de instaurar o Principado, burlando os tempos difíceis. Para isso precisamos de alguém com coragem e “virtú”.
Hoje, Dilma e Serra disputam o cargo de Príncipe, mas sem conquistar a Fortuna não serão dignos de tal.
A Fortuna de nossos tempos, não é a honra, a riqueza, o poder nem a coragem, sugerido por Maquiavel. Atualmente, a Fortuna é Verde. Resta-nos saber que seduzirá a deusa, não sei se boa como na época clássica, mas a deusa Marina.

O primeiro turno já foi. Tiririca é deputado, Romário é a “bola da vez”, Maluf foi bem votado e nós, brasileiros, continuamos pulando “cavaletes” e desviando de “santinhos”.

Sempre resta a esperança, que se reforça com o segundo turno.

Quem não leu Sócrates, sugiro que leia. Ele diz que temos que nos conhecer e problematizar a dúvida. Devemos questionar, questionar e questionar. Duvidar daquilo que nos é mostrado como verdade, colocando em xeque conceitos do senso comum.

Só tendo esta atitude chegaremos a verdade absoluta. E é esta verdade que nos levará ao Bem, como já propunha a teoria platônica.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rádio: Meu trabalho. Minha paixão



Ontem, foi dia do radialista. Conto a vocês, que está é minha profissão. Desde os 3 anos.
Pois é, desde de criança estou no rádio. Respiro a sintonia.
Não uso esse post para contar minha história. Reservo para uma próxima oportunidade...

Só gostaria de registar que uma vez me falaram que o rádio é como a "cobra". Venenoso...

O rádio, assim como a serpente "morde" e na mordida deixa o líquido peçonhento.

Não há como tirar...

Uma vez no sangue, o veneno do rádio toma o corpo. Toma órgãos e chega ao coração.

O rádio é venenoso. Seu veneno, apaixonante...


Ouça o link, de uma simples homenagem que fizemos aos radialistas no CBN Total.

http://www.portalcbncampinas.com.br/noticias_interna.php?id=32810

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Polêmica no Twitter: Antes de votar, uma "gelada"


Minha tarde é twittar. Meu serviço também é on line. Discuto vários temas. Assuntos reais, dessa triste realidade.

A cada dia uma notícia, uma história para contar. As novidades boas são poucas. As manchetes apelativas são muitas.
Diariamente tem-se a notícia do dia, a mais comentada, a mais polêmica e quase sempre a que não favorece nós, cidadãos.

Dessa vez a ideia parece boa, pensando no "eu", como ser único e individualista. Também é boa, ao pensar no agora, no imediato.

A mesma notícia ganha novos contornos ao pensar na sociedade, na democracia conquistada. Também perde se olharmos para lá, no futuro.

Como em 2008, a Lei Seca está suspensa nas eleições deste ano. Já vejo os churrascos de domingo. As reuniões sem carne, mas com freezer lotado.
O tio dançarino, os sobrinhos pentelhos. Vejo também as urnas. E as teclas. Quantas são? Várias. E os candidatos? Em quantos vamos voltar? Muitos.

Confundo me na sobriedade, mas a tentação de tomar uma "gelada" antes de votar é grande...

Os políticos são os mesmos de outrora e política, se não piorou também é a mesma. O que posso eu mudar?

Voto por obrigação. Esperança já não tenho. Utopia não estimula-me. São utópicas demais para mim.
Espero essas eleições pois a família estará reunida na churrasqueira. Voto? Depois do almoço passo na escola. Já vejo aquela fila... Vou tomar uma cerveja...

No dia da eleição tudo pode. Tudo liberado. Nada mais justo. Nada mais coerente. Se eles puderam se candidatar, porque não podemos nos embriagar?

Vou votar embriagado. Com estes candidatos, sóbria não seria capaz de fazê-lo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sempre tem um cavalete...

No meio do caminho tinha um cavalete
tinha um cavalete no meio do caminho
tinha um cavalete
no meio do caminho tinha um cavalete.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um cavalete
tinha um cavalete no meio do caminho
no meio do caminho tinha um cavalete



Numa eleição em que nada pode e ao mesmo tempo tudo está podendo, vemos de tudo. Tudo.

Tem bicicleta com a foto do candidato que passa sobre faixa de pedestres enquanto estamos aguardando o sinal abrir. Tem rodinhas que empurram essas mesmas placas, e se misturam no trânsito. No nosso pouco caótico trânsito.

Tem candidato que aparece dançando, outro que surge cantado. Tem mulher bonita e mulher que ergue a bandeira do feminismo. Homem experiente e aqueles que nunca participaram de uma reunião de condomínio. Tem de tudo. Tudo.


Mas, sabe quando temos a sensação de que esta faltando algo... Sei que falta alguma coisa... Mas confesso-lhes que... Não tenho certeza do que tanto me faz falta... Mas me incomoda, pois falta... Faz muita falta...


Pensando na agonia dessa ausência aqui descrita, refleti e cheguei a conclusão de que o que falta é algo simples: Nessas eleições não estão fazendo POLÍTICA. Fazem aquela tal politicagem, a mais baixa conotação que um conceito pode ter.


Não vou voltar a criticar a falta de conteúdo e a banalização das eleições, porém relato aqui que em meu caminho sempre tem um cavalete. Aliás vários cavaletes. É incrível como estão em todos os locais, desde de canteiros principais até balões de cruzamentos.

E já que o assunto é a pedra do caminha, digo os cavaletes, aproveito para ressaltar que placa alguma vai influenciar meu voto. Porém, elas incomodam e também me intrigam: Quantas delas não estão atrapalhando a visibilidade no trânsito? Sem falar na poluição visual...

Vamos sair das cavernas, como já propunha Platão. Vamos sair desse mundo da matéria e partir para o mundo das ideias, exigindo dos partidos suas ideologias e dos candidatos, as propostas. Por favor, propostas e nada de promessas. Por favor, nos levem a sério. O sorriso será consequência.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Estamos rindo à toa?


Dizem que sorrir é sempre o melhor remédio. E que gargalhar proporciona mais prazer a vida. Concordo, mas fico pensando: Até quando vamos rir?
Confesso-lhes que dou risadas para não chorar, e tento encontrar descontração, onde na realidade só existe banalização.

Se "pior não fica", por que não usar argumentos e unir forças para que tudo fique bem melhor? Se eles querem e podem fazer, então por que até hoje não fizeram? São tantos os porquês...

Nesta situação, o máximo que conseguimos fazer é rir e comentar que “fulano”, aquela “figura” é candidato. Somos incapazes de falar que “ciclano” tem uma “proposta” interessante e que pode dar certo. Isso porque, não vemos propostas. Não encontramos ideias.

Vejo com angústia e desespero, nossa política se transformar em espetáculo, nossas instituições tornarem picadeiros e nossos representantes vestirem o nariz de palhaço.
Entristeço-me só de pensar que a política reflete seu povo, ou que o povo, nada mais é que o reflexo de sua política. Fico triste e temo ambas afirmações.

Sem acreditar em utopia, tenho a esperança de que tudo pode ser melhor. Junto com a espera, vem a saudade, da época em que na Grécia, lá nos primórdios da vida pública, política era simplesmente a “arte de bem governar”.