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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Campinas: Eleições suspensas! E a gente?


Já derrubaram prefeito.
Prenderam o vice.
Empossaram-o depois da cadeia.
Afastaram pra não atrapalhar as investiações.
O da Câmara estava quase na posse, quando a Justiça determina:
Volta o afastado.
Cassam depois de um tempo.
Enfim, o da Câmara vira do Executivo.
Campinas tem prefeito interino.

Hora de organizar as eleições.
Quem será o governante no mandato-tampão?
Começam os trâmites.
Responsável? A Câmara de Campinas.
Vai ser indireta!
Data definida: 22 de março.
Queremos diretas!
E agora, indiretas ou diretas?
Vai pro TRE.
Partidos se articulando.
Gente querendo mudar tudo.
TRE acata o pedido desses.
"A competência é do Tribunal", apita o juiz!

Fim de jogo?
Longe de terminar...
"Suspenderam as eleições", grita a torcida.

Tempo pros jogadores.
Vem aí mais um tempo, num jogo de campineiros contra campineiros, em que vencedor pode não ser Campinas.

A gente?
Espera! Uns assistem de camarote, outros eufóricos na arquibancada. Muitos já desligaram a TV.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Campinas: Nos deixaram pra depois...


Adiar, no dicionário: Mudar um compromisso para mais tarde.
Mais tarde, mas que não seja tarde. Assim espera-se.

Em Campinas, o último adiamento foi sobre a decisão da reabertura, ou não do Centro de Convivência. O prefeito interino de Campinas, Pedro Serafim, deixa pra depois a conclusão sobre a falta de segurança e riscos de incêndio no local. Esperar pode ser a melhor solução para evitar problemas. Esperar demais pode ser um problema.

Bom, já adiaram o reajuste do ônibus. E não por solidariedade com aquele que terá que desembolsar R$0,15 a mais. Coincidência ou não, o sistema ficou fora do ar... E isso foi se arrastando... Foi bom pro usuário ter mais uns dias de R$2,85? Talvez... Tirando, claro, todo transtorno e incerteza de que depende do transporte público municipal...

Ah, também já adiaram sonhos. Sonho de quem queria apenas seu cantinho, um lugar para morar e ser feliz. Sonhos embargados junto com as obras da MRV e Goldfarb.

Adiaram o sonho de ir mais rápido. Aliás, estão sempre adiando esse tal leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV).


O problema é deixar para depois o que precisaríamos fazer hoje. Em alguns casos ontem.

Adiam uma cidade. Atrasam uma metrópole. Jogam lá na frente as necessidades de um povo.

E pensar que essa mesma cidade já teve o slogan "Primeiro os que mais precisam".

Hoje, quase tudo e quase todos estão ficando em segundo, terceiro, quarto plano.
Uma tristeza para Campinas, um descaso com seus moradores.

Ainda bem que, o que nos dá esperança, é o "antes tarde do que nunca".

No entanto, há quem diga que certa vez, o pinto Pablo Picasso falou:
"Apenas adie até amanhã aquilo que você quiser morrer e deixar sem fazer."

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Vai ver, é isso...


Não vejo problema em Campinas ter tido três prefeitos nos últimos meses de 2011.
O complicado é quando o Executivo não "tem" ou não "pertence" à cidade. Ressalta-se aqui, uma questão emocional, ou de simples comprometimento com povo.

Claro que o grave não é os vereadores terem reajuste de 126%. A questão é que o salário mínimo não acompanha, nem de longe, tal aumento.

Talvez, o errado não seja quem se corrompe (o poder dá nisso, não é o que dizem?), mas sim quem esquece e insiste em reeleger corruptos.

Quem sabe o errado não é a "cara de pau" de alguns políticos. Pode ser que faltem cidadãos dispostos a colocar a "cara à tapa".


A questão, vai ver, não são eles: Pode ser nós.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Morte cerebral


Choramos, rimos. Somos capazes de olhar nos olhos. Fitar além da lente.
Amizades, relacionamentos. A família: o seio da mãe, a força do pai.
Também acredita-se em algo superior. Que pode ser Deus ou uma força suprema.
Crenças que vem porque ele bate sem machucar... Bem diferente de tantas outras batidas.
Pulsa, bombeia... Despara.

"Campinas está sem cérebro." Ouvi dizer.
Ainda assim, ela respira... Ainda assim, caminha. Talvez não como antes...
Agora, se faltar o coração...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Em Campinas...

Entra prefeito, sai prefeito.
Chega chefe municipal, logo após afastar o de outrora.

Liminar, recurso, pedido, votação. Juiz. Varas. Tribunais.

Os habeas corpus protegem. Juizes aceitam, negam. Advogados persistem.
Vereadores pressionam. Mas uma minoria insiste ir na contramão.

O constitucional vira anedota. O cidadão sente o desamparo.
A cidade cresce. Cresce, como uma criança sem o alicerce familiar.

Decepção? Inconformismo? Ação?
Não, apenas assistimos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Foi assim, minha primeira vez...


Respira. Solta. Respira. Solta...
Aprendi a respirar esses dias. Respirar e perceber a respiração.
A correria é tanta que não só, não tive tempo de escrever, como também, não me lembro se cheguei a respirar.
Agora estou respirando e consigo aqui escrever o que guardei pra mim, com muita vontade de contar. Nem que fosse só para o papel. Só para a tela.

Tive minha primeira vez. Foi de madrugada. Quase tudo novo.
Depois que foi, na rua chovia... Uma chuva esperada... Uma chuva que não vinha. Caiu na minha primeira experiência. Veio lavar, ou regar essa vez. A vez que a gente nunca esquece.

Não, eu não estava sozinha.
Aliás, muita gente ao meu redor. Foi isso que fez ser tão especial.

Participei pela primeira vez de um momento histórico para política (minha paixão), instante que também se eternizará nos livros referente à Campinas (minha cidade). Minha figura era credenciada. Credenciamento de imprensa (esse que sempre foi e continua sendo meu sonho profissional: o Jornalismo).
Fui "testemunha ocular da história" (que orgulho!). Estive presente na votação que culminou no impeachment de Hélio de Oliveira Santos, então prefeito de Campinas.
Para mim não parecia verdade. Primeiro, o resultado favorável à cassação pareceu-me extraordinário demais para ser real, dada a sociedade em que vivemos, onde a impunidade e a história do foro privilegiado parecem simplesmente serem imbatíveis. Segundo, eu estava com o sonho de ser jornalista sendo lapidado....

Vi com esses olhos. E falei algumas palavras (duas ou três) que estiveram na transmissão especial da Rádio CBN.
Não foi simplesmente uma realização profissional, pois cheguei a sentir um gosto de cidadania. Não vou entrar no mérito se deveria ou não ser cassado, mas ver o povo (sim, era pouca gente, mas...) cantar o Hino Nacional deu uma nostalgia. Saudade de um tempo que nunca vivi e não tenho a certeza se alguém já vivenciou.
Foram horas aguardando. Horas. Demoraram para passar. Sono? Sim. Vontade de dormir? Nenhuma!
Os vereadores liam as centenas de páginas. Os jornalistas esperavam. Eu, enquanto estagiária tive oportunidade de conhecer colegas de trabalho, conversar, rir e me apoiar em alguém quando batia a preguiça.

Sai com olheiras sob os olhos. Dentro deles, luz! Eu estava feliz. Feliz por ter mais uma vez a certeza de que escolhi a profissão que me satisfaz. Sabe, parece que é isso que quero pra mim. Virem quantas madrugadas virarem. Leiam quantas páginas queiram ler.

Respirei, soltei. Agora pude registrar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Campinas: O que esperar?


Desenvolve-se economicamente. Retrocede-se na parte ética e moral.

A Comissão é Processante: o processo está em andamento. Uns acompanham ansiosos. Outros nem tanto, já prevendo o final.
As expectativas são poucas, afinal a água, que seria nossa maior riqueza, tornou-se fonte. A fonte da fortuna deles.

Se há torcida? Também não. Não temos ânimo para tal. É difícil conviver assim. Se vivemos na legalidade não podemos adquirir o produto. Podendo pagar pela mercadoria, caímos na ilegalidade. O ilegal que sustenta. Sustenta famílias e também a marginalidade.
Na escala nacional também sentimos desamparo. Temos uma lei que passou por atualizações: um novo Código em que se prende para depois soltar.

Como crer num cenário em que a minoria decepciona a maioria e se quer se envergonha da situação?
Não dá mais para ter sonhos. Eles foram embargados.

Se há provas de tudo isso? "Desconheço".